
"Karaokê cafona da Liberdade faz sucesso entre modernos. Descolados elegem a casa como point para soltar a voz"
Estava em busca de um lugar pra fazer um encontro com a mais nova trupe da Sala 2, comecei a pesquisar lugares que seriam supostamente legais para uma turma grande e que a integração fosse possível. Com a minha ânsia por informação, pesquisei euforicamente e me deparei com essa descrição acima feita pela Veja SP. O "cafona" me fez ficar com os dois pés atrás, muito embora toda a descrição não fosse negativa.
Quando o ultimato me foi dado, falei insegura "ah... tem um karaokê aqui perto na Rua da Glória". Alguns amigos costumam dizer que os meus convites são irrecusáveis e fazem elogios aos lugares que escolho pra sair. Achei uma escolha perigosa, dessa vez. É bem verdade que outros amigos já haviam frequentado a Chopperia, comentado sobre o lugar e nenhuma crítica foi feita. Menos mal.
Chegada a Sexta-Feira, ainda no intervalo de 30 minutos, começamos a conversar e lançamos os "top hits" de karaokê. Já ai foi divertido, mas fomos despretensiosos, acreditamos que, no fim, iria a turma de sempre. Às 19h, como combinado, rumamos ao tal karaokê. Adentrando, deparei-me com a decoração breguíssima: pisca-pisca de natal e painéis que simulavam aquários junto às tradicionais luminárias orientais.
Ficamos em alguns sofás ao fundo, próximo das mesas de sinuca. Aos poucos, outras pessoas da sala se juntavam a turma, algumas que eu nunca tinha visto, mas ai é que tá, acredito que o propósito do encontro era esse. A timidez inicial era geral. Algumas cervejas começavam a se esvaziar na mesa e a idéia de subir no palquinho não parecia mais tão absurda...
Foi por ali, que eu me dei conta de que quanto mais a música fosse dita "cafona", mais divertido seria. Íamos e voltávamos do lugar reservado ao Karaokê, nessas idas e vindas dois grupos me marcaram: o grupo da Joyce, uma oriental lá com os seus 40 anos e com o dom pra coisa, que subia ao palco e animava toda a "platéia", era o momento que o nosso grupo mais gritava e mais se soltava; e não me perguntem como, havia ainda um grupo de jovens dinamarqueses, que o Sr. Alexandre Hideto tentava interagir e mostrar todo o seu dinamarquês enferrujado, ao mesmo tempo, eu me perguntava "o que eles faziam ali?".
O mais engraçado foi que tudo me pareceu recíproco, quando era a nossa vez de assumir a cantoria, com músicas de Fernando e Sorocaba, de Reginaldo Rossi, de Lady Gaga e companhia, cantavam e dançavam com a nossa mesma animação.
Animação essa, que fez com que só saíssemos da Chopperia Liberdade quase 4h. Fui pra casa extasiada com aquela sensação de que nunca havia me divertido tanto...



